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“E agora, o que é que eu faço com isto?”

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Há uma pergunta que aparece sempre no pior momento possível.

Nunca é quando temos tempo. Nunca é quando estamos tranquilos. Aparece quando alguma coisa já aconteceu e a margem para pensar é… limitada.

E agora, o que é que eu faço com isto?

Pode ser um gadget que prometia mudar a nossa vida e acabou numa gaveta. Pode ser aquele comando com 47 botões que usamos sempre da mesma forma. Pode ser a lista interminável de filmes e séries que “havemos de ver um dia” numa qualquer plataforma de streaming.

Ou pode ser um seguro.

E aqui convém admitir uma coisa: ninguém compra um seguro a pensar que não o vai perceber mais tarde. Mas acontece.

No momento da compra, tudo parece razoável. Há uma explicação, há um enquadramento, há até uma certa sensação de maturidade adulta. Estamos a fazer a coisa certa.

Depois a vida acontece.

E, de repente, aquele documento que estava sossegado numa pasta passa a ser o protagonista. E não há banda sonora, nem tempo para rever episódios anteriores.

Só há uma pergunta, direta ao assunto: e agora?

Durante muito tempo, o setor dos seguros tratou este momento como um detalhe operacional. Algo que se resolve com processos, contactos e alguma paciência.

Mas para quem está do outro lado, não é um detalhe. É “O” momento.

É aí que se percebe se aquilo que parecia uma boa decisão… continua a ser.

E é aí que muitas soluções revelam um problema curioso: foram pensadas para existir, não necessariamente para serem usadas.

Um pouco como certas séries que começam cheias de potencial e a meio já exigem um diagrama para acompanhar, como o Lost, no final nem temos a certeza de que estamos a ver a mesma série. A diferença é que aqui não há fãs a explicar na internet ou tutoriais no Youtube.

Há alguém à espera de perceber o que fazer.

É neste ponto que os seguros especializados começam, finalmente, a fazer sentido fora das apresentações comerciais.

Porque partem de uma pergunta diferente. Em vez de “o que conseguimos incluir?”, perguntam “o que vai acontecer quando isto for preciso?”.

A nuance é pequena. O impacto não é.

Quando um produto nasce desse ponto de vista, deixa de ser uma lista de possibilidades e passa a ser uma resposta antecipada. Não elimina o risco, mas elimina a hesitação.

É quase como aquele momento em que, a meio de The Matrix, deixamos de ver caos e começamos a ver um padrão.

Percebe-se.

E quando se percebe, age-se melhor.

Curiosamente, isto não é apenas desenho de produto. É também marketing, no sentido mais exigente do termo.

Porque comunicar bem um seguro não é simplificar até ficar superficial, nem complicar até parecer robusto. É fazer uma coisa muito mais difícil: tornar óbvio o momento em que vai fazer diferença.

É trocar explicações por reconhecimento.

Alguém lê, vê ou ouve… e pensa: “ok, sei exatamente quando isto me dava jeito”.

Quase como um episódio de Black Mirror, com uma diferença relevante: desta vez, não ficamos só com a inquietação. Há uma saída. (peço desculpa pelo spoiler)

Na Innovarisk, essa lógica não é um exercício criativo. É um critério.

Antes de um produto existir, há uma pergunta que precisa de ter resposta: quando isto acontecer, alguém vai saber o que fazer?

Se a resposta não for imediata, então ainda não está resolvido.

Porque no momento em que alguém diz “e agora?”, já não há espaço para interpretações, nem para leituras cuidadosas.

Há uma expectativa muito simples: que aquilo funcione.

No fundo, tudo se resume a isto.

Um seguro pode ser tecnicamente impecável, comercialmente competitivo e perfeitamente enquadrado no mercado. Mas se, no momento crítico, gerar dúvida… falhou no essencial.

E talvez seja por isso que esta pergunta é tão útil.

Não para quem compra, mas para quem cria.

Porque obriga a despir tudo o resto e a ficar com o que realmente importa: isto ajuda… ou complica?

Se ajuda, está no caminho certo. Se complica, não interessa o resto.

Porque no fim, a diferença entre um bom seguro e um mau seguro não está nas coberturas.

Está no silêncio.

No momento em que algo acontece e ninguém sabe exatamente o que fazer, o produto pode estar perfeito no papel… mas já perdeu.

E talvez seja desconfortável admitir isto, mas é inevitável: no setor dos seguros, não ganha quem promete mais.

Ganha quem deixa menos perguntas por responder.

Por Kathrin Schneider, Diretora de Comunicação & Marketing

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