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Blog | Arte e Virtual

A Arte e a Realidade Virtual

Arte Obras de Arte

Não é novidade para ninguém que os efeitos da evolução tecnológica são cada vez mais visíveis na nossa vida quotidiana. A todo o vapor, aquilo que hoje é notícia, amanhã acaba ultrapassado por algo mais sofisticado, rápido, cómodo e inovador.

A expressão “Realidade Virtual” soa-nos familiar nos últimos tempos. Apesar de já existir há alguns anos, aplicada em contextos profissionais, como simuladores de voo e projetos de arquitetura em 3D, encontra agora a sua extensão noutros setores, como a gastronomia, medicina, educação e indústria, sendo que a arte não é exceção.

Já ouviu falar de Arte em Realidade Virtual?

O Tilt Brush é um bom exemplo desta tendência. Esta ferramenta, criada pela Google, permite pintar num ambiente tridimensional com recurso à realidade virtual, abandonando a tradicional tela e dando lugar a um espaço imenso por preencher. Com um interface homem-máquina intuitivo, é possível criar arte recorrendo a texturas e paletas que não existem no mundo real e, ao mesmo tempo, interagir com ela: mesmo durante o processo de criação o utilizador pode movimentar-se ao seu redor e observar diferentes perspetivas e profundidades num ambiente virtual. Tudo isto é possível com recurso a um par de óculos e a dois comandos que tornam o espaço físico numa tela virtual, onde os traços são interpretados através dos movimentos do utilizador. Esta experiência sensorial vai para além da imagem, dado que também é possível recorrer ao som para criar uma atmosfera no meio envolvente.

Já imaginou interagir com uma obra de arte?

Alguns museus e galerias já organizam visitas virtuais que proporcionam uma experiência imersiva na obra, oferecendo maior detalhe dos traços, texturas ou movimentos, que vai para além do visível a olho nu. A Realidade Virtual permitirá suspender o presente por momentos e voltar atrás no tempo, enriquecendo o contexto histórico em que a obra foi concebida. Será possível reconstituir obras que já não existem ou que não estão acessíveis ao público.

Esta tecnologia permitirá uma maior democratização do acesso à arte e ao património cultural, inclusive sem necessitar de estar fisicamente nas instalações de um museu ou galeria. Claro que esta experiência não substitui, de todo, o modo convencional de contemplar uma obra e estar fisicamente no local, mas a Realidade Virtual não deixa de ser um modo complementar e enriquecedor de ter acesso às obras e usufruir de uma experiência imersiva.

Por André Carvalho, Assistente de subscrição

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