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Blog - Ser chamado à responsabilidade

Ser chamado à responsabilidade

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Quem nunca errou?
Quem nunca teve momentos de distração ou emerror que foi menos zeloso que o habitual?
E quem nunca foi acusado injustamente de ter feito algo errado?

O erro faz parte da vida e costuma até dizer-se que só não erra quem não tenta.

Seja na esfera privada ou na vida profissional, não é assim tão invulgar estarmos na posição de termos que nos defender perante algum erro de que nos acusam. Perante a família por termos chegado atrasados ao almoço, perante o amigo de quem nos esquecemos do aniversário, perante o professor da escola que considera que o conhecimento demonstrado não foi suficiente para passar, perante o chefe que nos acusa de termos sido pouco atenciosos com o cliente. Situações há até em que o erro não é nosso, mas em que somos na mesma responsáveis. Como quando os nossos filhos se mostram inconvenientes ou imprudentes e somos impelidos a resolver a alhada. Aborrecimentos que todos dispensaríamos mas que, felizmente, na grande maioria das vezes não passa da irritação momentânea de um ralhete ou de uma troca mais acesa de argumentos que não deixa marcas.

No entanto, há casos mais complicados.

Imagine que um dia, ao verificar a sua caixa de email profissional, se depara com uma reclamação de um cliente e ao ler a mesma percebe que não se trata apenas de um desabafo. O cliente alega um péssimo serviço prestado pela empresa de que o leitor é responsável e que em função disso sofreu um prejuízo pois o negócio esteve parado três dias. Por isso, quer ser ressarcido. O leitor desconhece os pormenores, mas soube que o projeto desenvolvido para aquele cliente não tinha corrido às mil maravilhas. No mail não é apresentado o valor do suposto prejuízo, mas pela dimensão do cliente consegue imaginar que se pode tratar de uma pequena fortuna. Como se sentiria?

Imagine agora uma história semelhante, mas em vez de um mail, o que recebe é uma carta de advogado e nela consta um pedido de indemnização no valor equivalente às vendas da sua empresa durante um ano inteiro. Ao ler a carta com atenção, repara que a argumentação do reclamante parece ter algumas fragilidades, mas isso seria suficiente para o deixar completamente tranquilo?

Tenhamos em conta que nem todos as consequências dos nossos erros são seguráveis, pelo que quando nos esquecemos do aniversário do nosso melhor amigo não há nenhuma seguradora que faça com que o amigo não fique desiludido connosco. Mas aproveitemos que há outro tipo de lapsos, nomeadamente os que podemos cometer no contexto profissional, que são seguraveis. Erro, negligência, incumprimento contratual não intencional, quebra no dever de confidencialidade, são apenas alguns exemplos. E alguns desses lapsos, para além do embaraço, podem gerar uma fatura que não somos capazes de pagar sozinhos.

Por Ricardo Azevedo, Diretor Técnico

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