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Blog - Produtos: Para que vos queremos?

Produtos: Para que vos queremos?

Indústria Seguros

Vivemos a nossa vida com certezas óbvias como o dia e a noite e com expectativas fundadas relativas por exemplo ao trabalho que teremos no dia seguinte, o telefonema da mãe ou do pai, do passeio que damos ao cão e de que tudo o que precisamos no dia-a-dia funciona. Faço no entanto o convite para imaginarmos um dia na vida do Zé.

Acordou atrasado porque o despertador que tinha comprado na véspera se tinha apagado inexplicavelmente. A refilar foi para o duche mas ao usar o shampoo percebeu que era creme hidratante, ainda que na embalagem do shampoo que tinha usado sempre. Contrariado roeu uma maçã e saiu de casa entrando no carro para enfrentar o trânsito. Numa das descidas da autoestrada o carro perdeu os travões. Felizmente conseguiu encostar e chamar o reboque. Chegou ao escritório muito tempo depois da sua hora normal de entrada, mas não sabe precisar o quanto, porque no relógio (caro) que usa só para “inglês ver”, o ponteiro dos minutos nunca funcionou.

Sentou-se na cadeira nova e ao agarrar a manivela para subir o assento, ficou com ela na mão seguido da aparatosa queda da cadeira que se partiu em duas. Ao final do dia apanhou um táxi para casa dos pais porque tinha prometido ajudá-los a montar um robot de cozinha que tinham encomendado. Demorou horas até que percebeu que não era aselhice sua, uma das peças que devia ser plana, era côncava e faltava “aquele parafuso”, o que implicou mais tempo ao telefone para combinar a devolução e a troca. Decidiu depois ir para casa, recusando jantar dada a indisposição que ainda sentia do bolo de bolacha estragado ao almoço. Ao chegar não resistiu a experimentar as camisas que tinha encomendado. Ao vestir percebeu que todas tinham vindo sem botões. Olhou para a cama que tinham ido entregar nesse dia e achou melhor, depois de repassar mentalmente o dia, dormir no sofá.

Respirando fundo percebemos que o dia do Zé não é felizmente o dia-a-dia comum, mas muitas das situações já ocorreram connosco ou com alguém conhecido. Nestas situações, enquanto consumidores o que fazemos? Reclamamos! Reclamamos com quem nos vendeu o produto porque queremos um igual, pelo qual pagámos, sem defeitos.

Os defeitos nos produtos podem ter origem na produção, na distribuição ou na comunicação/explicação errónea do produto. Considerando que os produtos não são únicos, são fabricados em massa, o defeito normalmente afeta pelo menos um lote e por isso uma quantidade considerável de produtos, agregados a uma série de reclamações.

Para que haja uma devolução de um produto sem defeitos há custos implicados que podem por exemplo passar pela compensação de danos materiais e corporais causados a terceiros como o Zé, e/ou por danos causados na produção de outra indústria que por exemplo, incorporou o produto defeituoso fabricado por outro. Esses custos podem ser assumidos por uma Seguradora se existir uma apólice de Responsabilidade Civil Produtos. Ou seja, a responsabilidade pelos custos associados a repor um produto de qualidade no mercado, será transferida para a Seguradora.

Produtos usamos e queremos muitos porque a nossa vida depende deles, mas aquilo em que normalmente não pensamos é que quando não estão em condições, queremos crer que quem produz e/ou distribui, tem uma apólice de seguro de Responsabilidade Civil Produtos. Uma apólice que garante um gestor de sinistros, acompanhamento por peritos especializados e o valor dos prejuízos causados!

Por Joana Nogueira, Gestora de Sinistros

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