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Habitação Seguros

Para muitos estrangeiros, Portugal é o paraíso: praias a perder de vista, bom tempo, gastronomia acessível e de excelente qualidade. Por isso não é de estranhar que muitos deixem os seus países e venham viver para cá, seja numa vivenda no Algarve, num apartamento em Lisboa ou numa quinta no Douro.  

O destino preferencial tem sido o Algarve onde a maioria persegue a sua paixão pelo golf. E usufruindo, durante uma parte do ano, de um canto confortável e resguardado. Outros vivem cá permanentemente, beneficiando da isenção fiscal de dez anos.

Uma coisa é certa: Portugal sabe dar as boas-vindas aos novos residentes estrangeiros, com a sua capacidade de readaptar a oferta de produtos ou serviços em consonância com a realidade destes novos clientes.

Mas, em relação aos seguros, o expatriado é um desafio que se coloca à maioria das Seguradoras, que são muitas vezes obrigadas a reavaliar a sua oferta. De facto, para um cliente estrangeiro, segurar a sua habitação tem mais a ver com a cobertura que com o prémio. Culturalmente falando, enquanto o povo português pensa muitas vezes em “seguros” como uma obrigação, para um estrangeiro os seguros são sinónimo de “proteção”. Proteção para eles, para os seus e para os terceiros.

Para um inglês, ou um alemão, uma apólice tem de ter uma cobertura do tipo All-Risks, sendo impensável aceitar uma cobertura com regra proporcional e correr o risco da apólice não garantir todos os danos. No que diz respeito aos capitais seguros existe um maior cuidado em evitar a todo o custo cair numa situação de infra seguro.

Enquanto em Portugal existe ainda pouca cultura de reclamação, o mesmo não acontece nos restantes países europeus. A grande maioria dos clientes estrangeiros tem consciência que os acidentes acontecem, sendo os primeiros a assumir a responsabilidade pelos danos causados, sejam eles materiais ou corporais. Afinal, uma pessoa pode facilmente escorregar e magoar-se na nossa casa mas… e se a pessoa ferida não tiver seguro de Acidentes Pessoais? E se tiver de pagar a fisioterapia durante meses?

A soma de todas as despesas pode ser absurdamente elevada e é por isso que a cobertura de Responsabilidade Civil e o Capital Seguro desta é tão importante: quando comprovada a culpa do nosso cliente, a mesma assume todos os custos necessários à recuperação da pessoa ferida.

De uma maneira geral, as apólices portuguesas oferecem um capital de Responsabilidade Civil demasiado baixo para a realidade de um cliente estrangeiro. Este procura quase sempre um capital de pelo menos sete dígitos, de acordo com o seu poder financeiro, grau de responsabilidade e aquilo a que está habituado no seu país de origem.

O que verificamos é que estes clientes são maioritariamente empresários, ou reformados, que viajam frequentemente entre Portugal e o seu país natal. Ou seja, são pessoas que precisam de proteger os seus bens pessoais e objetos de valor dentro e fora de casa, onde quer que ela fique em Portugal. É por este motivo que procuram uma cobertura que dê resposta em todo o mundo, e que inclua portáteis, telemóveis, relógios ou joias, oferecendo paz de espírito e liberdade de movimentos, sem ter que se preocupar se tudo aquilo que guardou na mala, ou a mesa que comprou propositadamente para a sua casa em Almancil, se encontra seguro.

Essa tem sido a nossa preocupação desde sempre: que os nossos clientes usufruam de uma apólice feita à medida e desenhada especialmente para dar resposta às preocupações de cada um. De outra forma pode resultar numa apólice que quando é precisa, serve para muito pouco. Porque nesta situação, o mesmo tamanho não serve para todos. 

Por Caroline Fernandes, Responsável de Subscrição do projeto Innova|GO

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