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Blog - Novo Coronavírus COVID-19 terá acelerado vendas online de arte

Novo Coronavírus COVID-19 terá acelerado vendas online de arte

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A oitava edição do estudo anual Hiscox Online Art Trade Report sobre o mercado online de arte, revela um aumento de 4% em 12 meses, gerando uma faturação estimada de 4.338 milhões de euros. Em 2018, a taxa de crescimento anual ficou nos 9,8%, o que significa que estes últimos números representam o quarto ano consecutivo em que a taxa de crescimento desacelerou.

Num cenário de nova normalidade em que as galerias e os museus regressam gradualmente à sua atividade, o relatório Hiscox Online Art Trade Report 2020 sugere que, depois de viver um ano de “crescimento moderado em 2019”, a pandemia pode significar um ponto de viragem importante para as vendas online de arte. A pesquisa complementar realizada pela Hiscox durante o período de confinamento (e que também faz parte das conclusões do Hiscox Online Art Trade Report 2020), revela um crescente sentimento de otimismo sobre o futuro das vendas online de arte: a maioria (80%) das plataformas online de arte esperam um aumento de vendas nos próximos 12 meses e 65% estão confiantes de que o impacto da pandemia neste mercado será “permanente e transformador”.

Analisando especificamente o caso das leiloeiras, o relatório estima que as vendas (apenas de leilões online) da Christie’s, Sotheby’s e Phillips geraram 333 milhões de euros no primeiro semestre de 2020, um valor que representa um crescimento de 436%, em comparação com o mesmo período de 2019. As vendas online representaram 28,3% do total de vendas de leilões – nestas três empresas – durante o primeiro semestre de 2020, uma percentagem bastante superior aos 1,2% registados neste mesmo período de 2019.

Comentando os resultados do estudo, Rui Ferraz, Diretor de Arte e Clientes Privados da Innovarisk, afirmou que “depois de um ano de 2019 em que a evolução do mercado online apresentou um crescimento bastante moderado, num cenário de desaceleração da economia global de arte, os primeiros sinais sugerem que o novo coronavírus pode ter sido o catalisador que faltava à transação de obras de arte em ambiente online. De facto, embora o mundo da arte tradicional tenha sido atingido pelos eventos dos últimos meses, e as vendas digitais representem ainda menos de 10% do mercado global de arte, o crescimento exponencial deste mercado online nos primeiros 6 meses de 2020 pode ser o início de um admirável mundo novo”.

Principais conclusões:

  • As vendas online de arte e colecionáveis ​​geraram uma faturação estimado de 4.338 milhões de euros em 2019, 4% mais do que em 2018, embora a taxa de crescimento anual tenha diminuído nos últimos anos: 24% em 2015; 12,5% em 2017 e 4% em 2019.
  • As artes plásticas representam 32% das vendas online, à frente de relógios e joias (23%), artes decorativas (12%) e móveis (8%). Outros itens colecionáveis, como selos e objetos de decoração, representam um quarto de todas as vendas (25%). Foi ainda observado que as leiloeiras tradicionais estão a alterar o seu foco para atrair colecionadores mais jovens.
  • Apesar da desaceleração do mercado global de arte, 80% das plataformas online de arte esperam que as vendas digitais aumentem nos próximos 12 meses.
  • O impacto da pandemia parece ter acelerado as vendas online nos últimos meses. Estima-se que as vendas (apenas leilões online) de Christie’s, Sotheby’s e Phillips tenham gerado 333 milhões de euros no primeiro semestre de 2020. Um crescimento de 436% em comparação com os números do mesmo período de 2019.
  • Consultados sobre a possível projeção destas últimas tendências e comportamentos do consumidor, 65% das plataformas de vendas online de arte esperam que a pandemia tenha “um impacto permanente e transformador” no setor.
  • Uma larga amostra do setor espera uma “consolidação” do mercado: 67% das plataformas acreditam que nos próximos cinco anos o negócio online de arte será dominado por alguns ‘players’ globais.
  • Cerca de 63% esperam que os operadores do mercado de arte existentes – como galerias – surjam como os principais ‘players’ online, enquanto 48% acreditam que um ‘outsider’ (uma startup ou uma gigante da tecnologia) entrará no mercado.

Fonte: Hiscox Group

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